sábado, 21 de fevereiro de 2015

O dia da Ventania- Interpretação de fábula

O DIA DA VENTANIA

A onça andava louca para devorar o coelho.
Mestre coelho, que era muito esperto, imaginou um plano para acabar com a perseguição. Viu que a onça se aproximava e começou o seu planinho. Pegou o facão e pôs-se a juntar cipós, apressado e ansioso.
A onça achou aquilo muito estranho e perguntou:
- Para que tanto cipó, mestre coelho?
- Pois não sabe, comadre onça? Acontece que Tupã esta furioso com todos os bichos da floresta e vai mandar um castigo terrível! Logo mais começa o Dia da Ventania Final!
- Dia da Ventania Final?! – espantou-se a onça – o que é isso?
- É que vai ventar como nunca antes ventou no mundo. Vai ventar tanto que nenhum bicho vai consegujir ficar de pé na terra. Vai tudo pelos ares!
- Que horror! – horrorizou-se a burra da onça. – E o que é que se pode fazer?
-Quem não for bobo tem de pedir para alguém amarrá-lo bem amarrado numa árvore bem grossa. Eu estou juntando esses cipós aqui e vou correndo para casa amarrar todos os meus filhinhos!
A onça estava apavorada:
- Me ajude, amigo coelho! Não quero ser levada pela ventania. Me amarre primeiro!
- Desculpe, comadre onça, mas não posso. Tenho de ir correndo pra casa e amarrar meus filhinhos.
-Não faça isso comigo, compadre coelho, por favor! Me amarre!
A onça tanto insistiu que o coelho, depois de fingir que recusava, acabou concordando. Amarrou a  danada da onça muito bem amarrada, com uma porção de cipós, na árvore mais forte da floresta!
E foi feliz para casa, deixando a burra da onça muito bem amarradinha e muito satisfeita, à espera da ventania que nunca haveria de aparecer...

Pedro Bandeira. O dia da ventania. São Paulo

Vamos compreender a fábula:

1.       O coelho elaborou um plano por que tinha um problema com a onça. Qual era esse problema?

2.       Qual era o plano?

3.       Segundo o coelho, quem estava furioso com os bichos e o que ia acontecer?

4.       De quantos parágrafos o texto é formado?

5.       Qual o sinal de pontuação que inicia o quarto parágrafo? Para que serve?

6.       Qual o sinal de pontuação que termina o quarto parágrafo? Para que serve?

7.       O plano do coelho deu certo? Por que?

8.       Dê um outro título para o texto.


9.       O texto conta que mestre coelho era muito esperto e que a onça era “burra”. Vocês concordam? Por quê?

sábado, 14 de fevereiro de 2015

O galo e a raposa _ Interpretação com alternativas


O galo que logrou a raposa

Um velho galo matreiro, percebendo a aproximação da raposa, empoleirou-se numa árvore. A raposa, desapontada, murmurou consigo: “…Deixa estar, seu malandro, que já te curo!…” E em voz alta:
-Amigo, venho contar uma grande novidade: acabou-se a guerra entre os animais. Lobo e cordeiro, gavião e pinto, onça e veado, raposa e galinha, todos os bichos andam agora aos beijos, como namorados. Desça desses poleiros e venha receber o meu abraço de paz e amor.
-Muito bem! –exclamou o galo. Não imagina como tal notícia me alegra! Que beleza vai ficar o mundo, limpo de guerras, crueldades e traições! Vou já descer para abraçar a amiga raposa, mas… como lá vem vindo três cachorros, acho bom esperá-los, para que eles também tomem parte da confraternização.
Ao ouvir falar em cachorros, dona raposa não quis saber de histórias, e tratou de pôr-se a fresco, dizendo:
- Infelizmente, amigos Có-ri-có-có, tenho pressa e não posso esperar pelos amigos cães. Fica para outra vez a festa, sim? Até logo.
E rapou-se.

Com esperteza, – esperteza e meia.


           1) Na frase: “ E raspou-se”. Entende-se que o personagem:
          a) Foi embora devagar.
           b) Saiu correndo.
           c) Raspou a mesa.
           d) Sentou-se.


            2) O tema do texto é:

            a) O galo que recebeu a raposa.
            b) O galo que logrou a raposa.
            c) O galo que casou com a raposa.
            d) O galo que bicou a raposa.

            3) Para fugir da raposa, o galo foi empoleirar-se:

             a) Em um galho quebrado.
             b) Em um tronco.
             c) Em uma árvore.
             d) Em uma parreira.

            4) Por que a raposa resolveu desistir da confraternização com o galo?

             a) A raposa ficou com medo do galo.
             b) A raposa lembrou que tinha outro compromisso.
            c) A raposa tem medo de cachorros
            d) A raposa ficou com raiva do galo.

           5) Um velho galo matreiro. A palavra grifada significa:

            a) Malvado.
            b) Atrevido.
            c) Asqueroso
            d) Astuto


           6) Qual é o gênero textual apresentado?
            a) Fábula.
            b) Receita.
            c) Carta.
            d) Convite.
             7)  Qual a finalidade desse texto?
              a) Dar uma ideia.
              b) Dar os parabéns.
               c) Dar uma lição de moral.
              d) Dar uma informação

            8) Qual foi o motivo pelo qual o galo recebeu a raposa, empoleirado?
            a) Para ficar mais imponente.
             b) Para se sentir seguro.
             c) Para cantar mais alto.
             d) Para bicar os frutos da árvore.

           9) No trecho “…para que eles também tomem parte na confraternização.” , a palavra          grifada se refere a:
          a) Cães.
          b) Raposa.
          c) Galo.
          d) Lobo.

O galo que logrou a raposa - Interpretação textual

FÁBULA - O GALO QUE LOGROU A RAPOSA E ATIVIDADES


 O galo que logrou a raposa


Um velho galo matreiro, percebendo a aproximação da raposa, empoleirou-se numa árvore. A raposa, desapontada, murmurou consigo: “Deixe estar, seu malandro, que já te curo!...” E em voz alta:

      _ Amigo, venho contar uma grande novidade: acabou-se a guerra entre os animais. Lobo e cordeiro, gavião e pinto, onça e veado, raposa e galinhas, todos os bichos andam agora aos beijos como namorados. Desça desse poleiro e venha receber o meu abraço de paz e amor.
     _ Muito bem! --- exclamou o galo. Não imagina como tal noticia me alegra! Que beleza vai ficar o mundo, limpo de guerras, crueldade e traições!

Vou já descer para abraçar a amiga raposa, mas... como lá vêm vindo três cachorros, acho bom esperá-los, para que também tomem parte na confraternização.

Ao ouvir falar em cachorro, dona Raposa não quis saber de historias, e tratou de pôr-se ao fresco, dizendo:

    _ Infelizmente, amigo Có-ri-có-có, tenho pressa e não posso esperar pelos amigos cães. Fica para outra vez a festa? Até logo.

E raspou-se.

Contra esperteza, esperteza e meia.



Monteiro Lobato. Fábulas. São Paulo, Brasiliense, 1972.

1) Interpretação de texto:

a) Quem são os personagens do texto?
______________________________________________________________________
 b) Qual é a intenção da raposa em relação ao galo?
______________________________________________________________________

c) Qual é a mentira inventada pela raposa?
______________________________________________________________________
 d) Que recursos ela utilizou para convencer o galo?
______________________________________________________________________
 e) Qual é a mentira inventada pelo galo?
______________________________________________________________________
 f) Como ele consegue enganar a raposa?
______________________________________________________________________
g) Qual dos dois animais você achou mais esperto? Por quê?______________________________________________________________________
 h) O texto tenta passar uma “lição”: Contra a esperteza, esperteza e meia. O que você achou dessa lição?
 _______________________________________________________________________

2) Marque a opção correta:

O galo e a raposa aparecem no texto:
( ) com algumas características humanas, como a fala e a inteligência.
( ) com características dos animais.

3 ) Procure as seguintes palavras no dicionário  e escreva o significado de cada uma.

lograr =
matreiro =
desapontada =
poleiro =
traições =
confraternização =

 4- Coloque em ordem alfabética as palavras do exercício anterior.
_____________________________________________________
5- Produção texto.
Faça um desenho ilustrando o texto, coloque balões em seu desenho e dentro deles escreva resumidamente a conversa entre o galo e a raposa. Capriche! 

sábado, 24 de janeiro de 2015

Moldes para porta de sala de berçário







Fonte : http://oficinascriativass.blogspot.com.br/p/hoje-tem-molde.html

atividades de leitura- separação de lista


Atividades de escrita

Lista confusa

Lista de animais- Atividades de escrita

Ortografia R e RR

mensagem de reflexão- Convivência

REFLEXÃO - A CONVIVÊNCIA

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Durante uma era glacial muito remota, quando parte do globo terrestre esteve coberta por densas camadas de gelo, muitos animais não resistiram ao frio intenso e morreram, indefesos, por não se adaptarem ao clima hostil.

Porco-espinho

Foi então que uma grande manada de porcos-espinhos, numa tentativa de se proteger e sobreviver, passaram a se unir, a juntar-se mais e mais. Assim, cada um podia sentir o calor do corpo do outro e todos juntos, bem unidos, agasalhavam-se mutuamente e aqueciam-se, enfrentando por mais tempo aquele inverno tenebroso.

Porém, vida ingrata, os espinhos de cada um começaram a ferir os companheiros próximos, justamente aqueles que lhes forneciam mais calor, aquele calor vital, questão de vida ou de morte. E por causa da dor, dos espinhos, afastaram-se, feridos, magoados, sofridos. Dispersaram-se, por não suportarem mais tempo os espinhos de seus semelhantes.

Doíam muito...

Mas essa não foi a melhor solução: afastados, separados, logo começaram a morrer, congelados. Os que não morreram voltaram a se aproximar, pouco a pouco, com jeito, com precauções, de tal forma que, unidos, cada qual conservava uma certa distância do outro, mínima, mas o suficiente para conviver sem ferir, para sobreviver sem magoar, sem causar danos recíprocos.

Assim suportaram-se, resistindo à longa era glacial. Sobreviveram.

Conclusão:

É fácil trocar palavras, difícil é interpretar silêncios!
É fácil caminhar lado a lado, difícil é saber como se encontrar!
É fácil beijar o rosto, difícil é chegar ao coração!
É fácil apertar as mãos, difícil é reter o calor!
É fácil sentir o amor, difícil é conter a sua torrente!

Volta as aulas - Poesia