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domingo, 6 de dezembro de 2015

Simulado: Os Sete Saberes para a Educação do Futuro ( 8 questões de concursos)

Simulado: Os sete Saberes Necessários à Educação do Futuro - MORIN, Edgar (2000)


01. (VUNESP/2013) Segundo Morin, o “ocaso do século XX deixou como herança contracorrentes regeneradoras”. Dentre elas, a contracorrente  _______________, que se manifesta de duas maneiras opostas: uma, pela busca da intensidade vivida; outra, pela busca da frugalidade e da temperança.
Assinale a alternativa que, de acordo com esse autor, preenche corretamente a lacuna do texto.

(A) de resistência à vida prosaica

(B) qualitativa

(C) de emancipação

(D) ecológica

(E) de resistência à primazia do consumo padronizado

02. (VUNESP/2013) Ao discutir a questão da consciência terrena, Morin faz menção à consciência espiritual da condição humana, que decorre do(a)

(A) exercício complexo do pensamento e que nos permite, ao mesmo tempo, criticar-­nos mutuamente, autocriticar-­nos e compreender-­nos mutuamente.

(B) reconhecimento da unidade na diversidade, segundo o qual, ainda que as pessoas sejam fisicamente diferentes, em essência, são iguais.

(C) união consubstancial com a biosfera, a fim de que seja possível habitar, com todos os seres mortais, a mesma esfera viva (biosfera).

(D) aceitação de uma realidade que transcende a natureza física das coisas, realidade metafísica que, para alguns, diz respeito a um ser ou princípio divino.

(E) responsabilidade e da solidariedade para com os filhos da Terra, ou seja, plantas, animais e quaisquer outras formas de vida terrena.

03. (VUNESP/2013) Ao tecer algumas considerações acerca das cegueiras do conhecimento, Morin afirma que a

(A) racionalidade é uma qualidade da qual a civilização ocidental tem o monopólio.

(B) racionalização, além de ser aberta, é a melhor proteção contra o erro e a ilusão.

(C) verdadeira racionalidade deve restringir-se ao caráter lógico da organização teórica.

(D) racionalização e a racionalidade são, na verdade, o mesmo fenômeno ou processo.

(E) racionalidade é o fruto do debate argumentado das ideias, e não a propriedade de um sistema de ideias.

04. (VUNESP/2013) A contracorrentes de resistência à vida prosaica puramente utilitária é uma das contracorrentes regeneradoras deixadas como herança pelo ocaso do século XX.
Segundo Morin, essa contracorrente

(A) caracteriza-se pelo acúmulo desenfreado de bens materiais, sob a ilusão de que a felicidade está na posse.

(B) possibilita ao homem apegar-se à qualidade em todos os campos, a começar pela qualidade de vida.

(C) opõe-se ao “reino do lucro”, conduzindo a humanidade à valorização das relações humanas e solidárias.

(D) é marcada pela preocupação ecológica, sobretudo diante do aumento das degradações e catástrofes naturais.

(E) manifesta-se pela busca da vida poética, dedicada ao amor, à admiração, à paixão, à festa.

05. (VUNESP/2013) Morin afirma que é “preciso aprender a enfrentar a incerteza, já que vivemos em uma época de mudanças, em que os valores são ambivalentes, em que tudo é ligado”. O autor afirma que “a educação do futuro deve voltar-se para as incertezas ligadas ao conhecimento”. Ao discutir essa questão, ele faz menção a um princípio de incerteza cérebro-mental, que

(A) decorre do processo de tradução/reconstrução próprio a todo conhecimento.

(B) advém da falta de autocrítica no processo de racionalidade.

(C) emana da impossibilidade humana de se atingir uma consciência integral.

(D) diz respeito a deficiências neurológicas que prejudicam a cognição.

(E) procede de lacunas no desenvolvimento da competência lógico-matemática.

06. (VUNESP/2013) De acordo com Morin, o “ocaso do século XX deixou como herança contracorrentes regeneradoras”. Dentre elas, a contracorrente _________________, que, em relação à invasão
do quantitativo e da uniformização generalizada, se apega à qualidade em todos os campos, a começar pela qualidade de vida.

Assinale a alternativa que, de acordo com esse autor, preenche corretamente a lacuna do texto.

(A) consumista

(B) de emancipação

(C) ecológica

(D) de resistência à vida prosaica

(E) qualitativa

07. (VUNESP/2013) Ao tecer algumas considerações acerca da relação entre indivíduo e sociedade, Morin afirma que o(a)

(A) democracia não pode existir onde há diversidade e antagonismos, já que tem por finalidade o bem comum.

(B) totalitarismo comporta a autolimitação do poder do Estado pela separação dos poderes e a garantia dos
direitos individuais.

(C) democracia é um regime político em que não há controle da máquina do poder pelos controlados, os cidadãos.

(D) totalitarismo possibilita que os indivíduos e a sociedade ajudem-se, desenvolvam-se e regulem-se mutuamente.

(E) democracia é mais do que um regime político, é a regeneração contínua de uma cadeia complexa e retroativa.

08. (VUNESP/2014) Edgar Morin, um dos grandes sociólogos do século XX, mostra em seus trabalhos uma forma transgressora de perceber a realidade. Ele apresenta um novo paradigma epistemológico, caracterizado pela  complexidade.  Em sua  obra  Os  sete  saberes  necessários  à  educação do futuro, Morin afirma que a “ética da compreensão”

(A) pede  que  se  compreenda  a  incompreensão. Compreender o fanático que é incapaz de nos compreender é compreender as raízes, as formas e as manifestações do fanatismo humano. É compreender por que e como se odeia ou se despreza.

(B)  é a arte de viver que nos demanda compreender de modo desinteressado, e isso exige grande esforço,
paciência e disponibilidade  para  esperar,  porque é preciso aguardar que, assim como nós, o outro compreenda as raízes do problema.

(C) propõe  que  se  aceite  o  outro  incondicionalmente, sem que sejam necessárias argumentações, que se perdoe em vez de excomungar e anatematizar. Não se  pode  encerrar  na  noção  de  traidor  aquele que deve ser visto a partir do amor.

(D) desculpa, não acusa, pede que se evite a condenação irremediável, afinal nós mesmos já tivemos momentos de fraqueza e já cometemos muitos erros. Se compreendermos  em  vez  de  condenar, estaremos no caminho da humanização das relações humanas.

(E) envolve um processo psicológico que pode indicar a capacidade de aceitação do comportamento do outro. É uma das habilidades do domínio cognitivo que solicita a interpretação do contexto em que o referido comportamento ocorreu.

GABARITO

01 - E
02 - A
03 - E
04 - E
05 - A
06 - E
07 - E
08 - A

fonte: http://simboraestudar.blogspot.com.br/2013/09/simulado-livro-os-sete-saberes.html

Aqui tem o resumo desse livro, talvez queira dar uma olhadinha Clicando Aqui

sábado, 28 de novembro de 2015

RESUMO DE LIVROS -. DEZ NOVAS COMPETÊNCIAS -PERRENOUD, Philippe

RESUMO DE LIVROS -PERRENOUD, Philippe . DEZ NOVAS COMPETÊNCIAS


Resumo:
O ofício de professor deve consagrar temas como a prática educativa, a profissionalização docente, o trabalho em equipe, projetos, autonomia e responsabilidades crescentes, pedagogias diferenciadas, e propostas concretas.
O autor toma como referencial de competência adotado em Genebra, 1996, para uma formação continua. O professor deve dominar saberes a serem ensinados, ser capaz de dar aulas, de administrar uma turma e de avaliar. Ressalta a urgência de novas competências, devido as transformações sociais existentes.. As tecnologias mudam, o trabalho, a comunicação, a vida cotidiana e mesmo o pensamento. A prática docência tem que refletir sobre o mundo. Os professores são os intelectuais e mediadores, interpretes ativos da cultura, dos valores e do saber em transformação. Se não se perceberem como depositários da tradição ou percursos do futuro, não serão desempenhar esse papel por si mesmos.
O currículo deve ser orientado para se designar competências,, a capacidade de mobilizar diversos recursos cognitivos (saberes, capacidades, informações, etc.) para enfrentar, solucionar uma serie de situações.
Dez domínios de competências reconhecidas como prioritárias na formação contínua das professoras e dos professores do ensino fundamental.

1. Organizar e dirigir situações de aprendizagem.
• Conhecer, para determinada disciplina, os conteúdos a serem ensinados e sua tradução em objetivos de aprendizagem : nos estágios de planejamento didático, da analise posterior e da avaliação.
• Trabalhar a partir das representações dos alunos: considerando o conhecimento do aluno, colocando-se no lugar do aprendiz, utilizando se de uma competência didática para dialogar com ele e fazer co que suas concepções se aproxime dos conhecimentos científicos;
• Trabalhar a partir dos erros e dos obstáculos à aprendizagem: usando de uma situação-problema ara transposição didática, considerando o erro, como ferramenta para o ensino.
• Construir e planejar dispositivos e seqüências didáticas;
• Envolver os alunos em atividades de pesquisa, em projetos de conhecimento.

2. Administrar a progressão das aprendizagens.
• Conceber e administrar situações-problema ajustadas ao nível e as possibilidades dos alunos: em torno da resolução de um obstáculo pela classe, propiciando reflexões, desafios, intelectuais, conflitos sociocognitivos;
• Adquirir uma visão longitudinal dos objetivos do ensino: dominar a formação do ciclo de aprendizagem, as fases do conhecimento e do desenvolvimento intelectual da criança e do adolescente, além do sentimento de responsabilidade do professor pleno conjunto da formação do ensino fundamental;
• Estabelecer laços com as teorias subjacentes às atividades de aprendizagens;
• Observar e avaliar os alunos em situações de aprendizagens;
• Fazer balanços periódicos de competências e tomar decisões de progressão;
• Rumar a ciclos de aprendizagem: interagir grupos de alunos e dispositivos de ensino-aprendizagem.

3. Conceber e fazer evoluir os dispositivos de diferenciação.
• Administrar a heterogeneidade no âmbito de uma turma, com o propósito de grupos de necessidades, de projetos e não de homogeneidade;
• Abrir, ampliar a gestão de classe para um espaço mais vasto, organizar para facilitar a cooperação e a geração de grupos multiidades.;
• Fornecer apoio integrado, trabalhar com alunos portadores de grandes dificuldades, sem todavia transforma-se num psicoterapeuta;
• Desenvolver a cooperação entre os alunos e certas formas simples de ensino mútuo, provocando aprendizagens através de ações coletivas, criando uma cultura de cooperação através de atitudes e da reflexão sobre a experiência.

4. Envolver os alunos em sua aprendizagem e em seu trabalho.
• Suscitar o desejo de aprender, explicitar a relação com o saber, o sentido do trabalho escolar e desenvolver na criança a capacidade de auto-avaliação. O professor deve ter em mente o que é ensinar, reforçar a decisão de aprender, estimular o desejo de saber, instituindo um conselho de alunos e negociar regras e contratos;
• Oferecer atividades opcionais de formação, à la carte;
• Favorecer a definição de um projeto pessoal do aluno, valorizando-os e reforçando-os a incitar o aluno a realizar projetos pessoais, sem retornar isso um pré-requisito.

5. Trabalhar em equipe.
• Elaborar um projeto de equipe, representações comuns;
• Dirigir um grupo de trabalho, conduzir reuniões;
• Formar e renovar uma equipe pedagógica;
• Enfrentar e analisar em conjunto situações complexas, práticas e problemas profissionais.
• Administrar crises ou conflitos interpessoais.

6. Participar da administração da escola.
• Elaborar, negociar um projeto da instituição;
• Administrar os recursos da escola;
• Coordenar, dirigir uma escola com todos os seus parceiros (serviços para escolares, bairro, associações de pais, professores de línguas e cultura de origem);
• Organizar e fazer evoluir, no âmbito da escola, a participação dos alunos.

7. Informar e envolver os pais.
• Dirigir reuniões de informação e de debate;
• Fazer entrevistas;
• Envolver os pais na construção dos saberes.

8. Utilizar novas tecnologias.
As novas tecnologias da informação e da comunicação tranformam as maneiras de se comunicar, de trabalhar, de decidir e de pensar. O professor predica usar editores de textos, expplorando didáaticas e pogramas com objetivos educacionais.
• Discutir a questão da informática na escola;

• Utilizar editores de texto;
• Explorar as potencialidades didáticas dos programas em relação aos objetivos do ensino;
• Comunicar-se à distância por meio da telemática;
• Utilizar as ferramentas multimídia no ensino.
Assim, quanto à oitava competência de Perrenoud, que trabalhos nessa pesquisa, a Informática na Educação, nos fez perceber que cada vez mais precisamos do computador, porque estamos na era da informatização e por isso é primordial que nós profissionais da educação estejamos modernizados e acompanhando essa tendência, visto que assim como um simples pagamento no banco, utilizamos o computador , para estarmos atualizados necessitamos obter mais esta competência para se fazer uma docência de qualidade.

9. Enfrentar os deveres e os dilemas éticos da profissão.
• Prevenir a violência na escola e fora dela;
• Lutar contra os preconceitos e as discriminações sexuais, étnicas e sociais;
• Participar da criação de regras de vida comum referente á disciplina na escola, às sanções e à apreciação da conduta;
• Analisar a relação pedagógica, a autoridade, a comunicação em aula;
• Desenvolver o senso de responsabilidade, a solidariedade e o sentimento de justiça.

10. Administrar sua própria formação contínua.
• Saber explicitar as próprias práticas;
• Estabelecer seu próprio balanço de competência e seu programa pessoa de formação contínua;
• Negociar um projeto de formação comum com os colegas (equipe, escola, rede);
• Envolver-se em tarefas em escala de uma ordem de ensino ou do sistema educativo;
• Acolher a formação dos colegas e participar dela.

Conclusão: Contribuir para o debate sobe a sua profissionalização, com responsabilidade numa formação continua.



















Em 1999, a UNESCO solicitou ao filósofo Edgar Morin - nascido na França, em 1921 e um dos maiores expoentes da cultura francesa no século XX - a sistematização de um conjunto de reflexões que servissem como ponto de partida para se repensar a educação do século XXI.

Os sete saberes indispensáveis enunciados por Morin, objeto do presente livro:

- as cegueiras do conhecimento: o erro e a ilusão;
- os princípios do conhecimento pertinente;
- ensinar a condição humana;
- ensinar a identidade terrena;
- enfrentar as incertezas;
- ensinar a compreensão;
- a ética do gênero humano,

são eixos e, ao mesmo tempo, caminhos que se abrem a todos os que pensam e fazem educação e que estão preocupados com o futuro das crianças e adolescentes.

O texto de Edgar Morin tem o mérito de introduzir uma nova e criativa reflexão no contexto das discussões que estão sendo feitas sobre a educação para o Século XXI.

Aborda temas fundamentais para a educação contemporânea, por vezes ignorados ou deixados à margem dos debates sobre a política educacional.

Sua leitura levará à revisão das práticas pedagógicas da atualidade, tendo em vista a necessidade de situar a importância da educação na totalidade dos desafios e incertezas dos tempos atuais.

Seus capítulos - ou eixos - expõem a genialidade, clareza e simplicidade do filósofo Morin, num texto dedicado aos educadores, em particular, mas acessível a todos que se interessam pelos caminhos a trilhar em busca de um futuro mais humano, solidário e marcado pela construção do conhecimento.



I - As cegueiras do conhecimento: o erro e a ilusão

É impressionante que a educação que visa a transmitir conhecimentos seja cega ao que é conhecimento humano, seus dispositivos, enfermidades, dificuldades, tendências ao erro e à ilusão e não se preocupe em fazer conhecer o que é conhecer.

De fato, o conhecimento não pode ser considerado uma ferramenta "ready made", que pode ser utilizada sem que sua natureza seja examinada. Da mesma forma, o conhecimento do conhecimento deve aparecer como necessidade primeira, que serviria de preparação para enfrentar os riscos permanentes de erro e de ilusão, que não cessam de parasitar a mente humana. Trata-se de armar cada mente no combate vital rumo à lucidez.

É necessário introduzir e desenvolver na educação estudo das características cerebrais, mentais, culturais dos conhecimentos humanos, de seus processos e modalidades, das disposições tanto psíquicas quanto culturais que o conduzem ao erro ou à ilusão.


O calcanhar de Aquiles do conhecimento

A educação deve mostrar que não há conhecimento que não esteja, em algum grau, ameaçado pelo erro e pela ilusão. O conhecimento não é um espelho das coisas ou do mundo externo. Todas as percepções são, ao mesmo tempo, traduções e reconstruções cerebrais com base em estímulos ou sinais captados pelos sentidos. Resultam, daí, os inúmeros erros de percepção que nos vêm de nosso sentido mais confiável, a visão.

Ao erro da percepção acrescenta-se o erro intelectual

O conhecimento, como palavra, idéia, de teoria, é fruto de uma tradução/construção por meio da linguagem e do pensamento e, por conseguinte, está sujeito ao erro. O conhecimento comporta a interpretação, o que introduz o risco de erro na subjetividade do conhecedor, de sua visão de mundo e de seus princípios de conhecimento.

Daí os numerosos erros de concepção e de idéias que sobrevêm a despeito de nossos controles racionais. A projeção de nossos desejos ou de nossos medos e pás perturbações mentais trazidas por nossas emoções multiplicam os riscos de erro.

O desenvolvimento do conhecimento científico é poderoso meio de detecção de erros e de luta contra as ilusões. Entretanto, os paradigmas que controlam a ciência podem desenvolver ilusões, e nenhuma teoria científica está imune para sempre contra o erro. Além disso, o conhecimento científico não pode tratar sozinho dos problemas epistemológicos, filosóficos e éticos.


Resumo do livro : Ler e escrever na escola: O real,o possível e o necessário Delia Lerner





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