terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Molde de letras do alfabeto para imprimir

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Resumo: Estratégias de Leitura Isabel Solé

Resumo: Estratégias de Leitura

Isabel Solé



Simulado

 

 O objetivo desse livro é ajudar educadores e profissionais a promover a utilização de estratégias de leitura que permitam interpretar e compreender os textos escritos. 
Capítulo 1 - O desafio da Leitura
A leitura é um processo de interação entre o leitor e o texto para satisfazer um propósito ou finalidade. Lemos para algo: devanear, preencher um momento de lazer, seguir uma pauta para realizar uma atividade, entre outras coisas.



Para compreender o texto leitor utiliza seus conhecimento de mundo e os conhecimentos do texto.
Controlar a própria leitura e regulá-la, implica ter um objetivo para ela, assim como poder gerar hipóteses sobre o conteúdo que se lê. Por isso a leitura pode ser considerada um processo constante de elaboração e verificação de previsões que levam a construção de uma interpretação.


Na leitura de um texto encontramos, inicialmente o título, subtítulo, negrito, itálico, esquema. Isso pode ser utilizado como recursos para prever qual será o assunto do texto, por exemplo.

Esses indicadores servem para ativar o conhecimento prévio e serão úteis quando se precisar extrair as idéias centrais.
O que foi apresentado até agora pode dar pistas de como as práticas pedagógicas podem organizar situações de ensino e aprendizagem que tragam em si essas análises.
A leitura na escola

Um dos objetivos mais importante das escola é fazer com que os alunos aprendam a ler corretamente. Essa aquisição da leitura é indispensável para agir com autonomia nas sociedades letradas.

Pesquisas realizadas apontam que a leitura não é utilizada tanto quanto deveria, isto é, não lemos o bastante.
Uma questão que se coloca é a seguinte: será que os professores e a escola têm clareza do que é ler?
A leitura, um objeto de conhecimento
No Ensino Fundamental a leitura e a escrita aparecem como objetivos prioritários. Acredita-se que ao final dessa etapa os alunos possam ler textos de forma autônoma e utilizar os recursos ao seu alcance para referir as dificuldades dessa área.
O que se vê nas escolas, no ensino inicial da leitura, são esforços para iniciar os pequenos nos segredos do código a partir de diversas abordagens. Poucas vezes considera-se que essa etapa tem início antes da escolaridade obrigatória.
O trabalho de leitura costuma a se restringir a ler o texto e responder algumas perguntas relacionadas a ele como: seus personagens, localidades, o que mais gostou, o que não gostou, etc. isso revela que o foco está no resultado da leitura e não em seu processo. Percebe-se que as práticas escolares dão maior ênfase no domínio das habilidades de decodificação.
Capítulo 2 - Ler, compreender e aprender



É fundamental que ao ler, o leitor se proponha a alcançar determinados para determinar tanto as estratégias responsáveis pela compreensão, quanto o controle que, de forma inconsciente, vai exercendo sobre ela, à medida que lê. O controle da compreensão é um requisito essencial para ler de forma eficaz.
Para que o leitor se envolva na atividade leitura é necessário que esta seja significativa. É necessário que sinta que é capaz de ler e de compreender o texto que tem em mãos. Só será motivadora, se o conteúdo estiver ligado aos interesses do leitor e, naturalmente, se a tarefa em si corresponde a um objetivo.

Como isso pode ser transferido para a sala de aula: sabe-se que na diversidade da classe torna-se muito difícil contentar o interesse de todas as crianças com relação à leitura, portanto, é papel do professor criar o interesse.

Uma forma possível de propiciar esse interesse é possibilitar o a diferentes suportes para a leitura, que sejam e incentivem atitudes de interesse e cuidado nos leitores.
Ao professor cabe o cuidado de analisar o conteúdo que veiculam.
Compreensão leitora e aprendizagem significativa

A leitura nos aproxima da cultura. Por isso um dos objetivos da leitura é ler para aprender. 

Quando um leitor compreende o que lê, está aprendendo e coloca em funcionamento uma série de estratégias cuja função é assegurar esse objetivo.
Isso nos remete a mais um objetivo fundamental da escola: ensinar a usar a leitura como instrumento de aprendizagem.
Devemos questionar a crença de que, quando uma criança aprende a ler, já pode ler de tudo e também pode ler para aprender. Se a ensinarmos a ler compreensivamente e a aprender a partir da leitura, estamos fazendo com que aprenda a aprender.  
Capítulo 3 - O ensino da leitura
Vamos apontar nesse capítulo a idéia errônea que consiste em considerar que a linguagem escrita requer uma instrução e a linguagem oral não a requer.
Código, consciência metalingüística e leitura
Devemos considerar como fundamental a leitura realizada por outros (família, amigos, pessoas) por familiarizar a criança com a estrutura do texto escrito e com sua linguagem.
Na escola ao se deparar com a linguagem escrita, a crianças, em muitos casos se encontra diante de algo conhecido, sobre o que já aprendeu várias coisas. O fundamental é que o escrito transmite uma mensagem, uma informação, e que a leitura capacita para ter acesso a essa linguagem. Na aquisição deste conhecimento, as experiências de leitura da criança no seio da família desempenham uma função importantíssima. Para além da existência de um ambiente em que se promova o uso dos livros e da disposição dos pais a adquiri-los e a ler, o fato de lerem para seus filhos relatos e histórias e a conversa posterior em torno dos mesmos parecem ter uma influência decisiva no desenvolvimento posterior destes com a leitura.
Assim, o conhecimento que a criança tem das palavras e suas características aumentará consideravelmente quando ela começar a manejar o impresso.
O trabalho que se deve realizar com as crianças é mostrá-las que ler é divertido, que escrever é apaixonante, que ela pode fazê-lo. Precisamos instigá-las a fazer parte desse mundo maravilhoso e cheio de significados.
O ensino inicial da leitura
Na escola, as atividades voltadas para o ensino inicial da leitura devem garantir a interação significativa e funcional da criança com a língua escrita, como um meio de construir os conhecimentos necessários para poder abordar as diferentes etapas de sua aprendizagem.
Para isso é fundamental trazer para a sala de aula, como ponto de partida, os conhecimentos que as crianças já possuem e a partir de suas idéias, ampliar suas significações.

A leitura e a escrita são procedimentos e devem ser trabalhados como tal em sala de aula.

Um aspecto importante que precisa ser garantido é o acesso a diferentes materiais escritos para as crianças: jornais, revistas, gibis, livros, rimas, poemas, HQ, e gêneros diversos.  
Capítulo 4 - O ensino de estratégias de compreensão leitora
Já tratamos no capítulo anterior que os procedimentos precisam ser ensinados. Se estratégias de leitura são procedimentos, então é preciso ensinar estratégias para a compreensão dos textos: não como técnicas precisas, receitas infalíveis ou habilidades específicas, mas como estratégias de compreensão leitora que envolvem a presença de objetivos, planejamento das ações, e sua avaliação.
Estas estratégias são as responsáveis pela construção de uma interpretação para o texto. E uma construção feita de forma autônoma.
Que estratégias vamos ensinar? O papel das estratégias na leitura
São aquelas que permitem ao aluno planejar sua tarefa de modo geral. Perguntas que o leitor deve se fazer para compreender o texto:
  1. Compreender os propósitos implícitos e explícitos da leitura. Que/Por que/Para que  tenho que ler?
  2. Ativar e aportar à leitura os conhecimentos prévios relevantes para o conteúdo em questão. Que sei sobre o conteúdo do texto?
  3. Dirigir a atenção ao fundamental, em detrimento do que pode parecer mais trivial.
  4. Avaliar a consistência interna do conteúdo expressado pelo texto e sua compatibilidade com o conhecimento prévio e com o “sentido comum”. Este texto tem sentido?
  5. Comprovar continuamente se a compreensão ocorre mediante a revisão e a recapitulação periódica e a auto-interrogação. Qual é a idéia fundamental que extraio daqui.
  6. Elaborar e provar inferências de diversos tipos, como interpretações, hipóteses e previsões e conclusões. Qual poderá ser o final deste romance?
Um conjunto de propostas para o ensino de estratégias de compreensão leitora pode ser considerado segundo BAUMANN (1985;1990) nos processos:
  1. Introdução. Explica-se aos alunos os objetivos daquilo que será trabalhado e a forma em que eles serão úteis para a leitura.
  2. Exemplo. Exemplifica-se a estratégia a ser trabalhada mediante um texto.
  3. Ensino Direto. O professor mostra, explica e escreve a habilidade em questão, dirigindo a atividade.
  4. Aplicação dirigida pelo professor.  Os alunos devem por em prática a habilidade aprendida sob o controle e supervisão do professor.
  5. Prática individual.  O aluno deve utilizar independentemente a habilidade com material novo.
Tipos de texto e expectativas do leitor
Alguns autores, entre eles ADAM (1985), classificam os textos da seguinte forma:
  1. Narrativo: texto que pressupõe um desenvolvimento cronológico e que aspira explicar alguns acontecimentos em uma determinada ordem.
  2. Descritivo: como o nome diz, descreve um objeto ou fenômeno, mediante comparações e outras técnicas.
  3. Expositivo: relaciona-se à análise e síntese de representações conceituais ou explicação de determinados fenômenos.
  4. Instrutivo-indutivo: tem como pretensão induzir a ação do leitor com palavras de ordem, por exemplo.
Seria fundamental que essa diversidade de textos aparecesse na escola e não um único modelo. Principalmente os que freqüentam a vida cotidiana.
Trata-se de organizar um ensino que caracterize cada um destes textos, mostrando as pistas que conduzem à uma melhor compreensão, fazendo com que o leitor saiba que pode utilizar as mesmas chaves que o autor usou  para formar um significado, e além de tudo interpretá-lo.
Capítulo 5 - Para compreender... Antes da leitura
Apresentam-se aqui seis passos importantes para a compreensão, que devem ser seguidos antes da leitura propriamente dita:
Idéias Gerais
São algumas idéias que o professor tem sobre a leitura:
  1. ler é muito mais do que possuir um rico cabedal de estratégias e técnicas.
  2. ler é um instrumento de aprendizagem, informação e deleite.
  3. a leitura não deve ser considerada uma atividade competitiva.
  4. quem não sente prazer pela leitura não conseguirá transmiti-lo aos demais.
  5. a leitura para as crianças tem que ter uma finalidade que elas possam compreender e partilhar.
  6. a complexidade da leitura e a capacidade que as crianças têm para enfrentá-la.
Motivação para a leitura
Toda atividade deve ter como ponto de partida a motivação das crianças: devem ser significativas, motivantes, e a criança deve se sentir capaz de fazê-la.
Objetivos da leitura
Os objetivos dos leitores, ou propósitos, com relação a um texto podem ser muito variados, de acordo com as situações e momentos.  Vamos destacar alguns dos objetivos da leitura, que podem e devem ser trabalhados em sala de aula:
    1. ler para obter uma informação precisa;
    2. ler para seguir instruções;
    3. ler para obter uma informação de caráter geral;
    4. ler para aprender;
    5. ler para revisar um escrito próprio;
    6. ler por prazer;
    7. ler para comunicar um texto a um auditório;
    8. ler para praticar a leitura em voz alta; e
    9. ler para verificar o que se compreendeu.
Revisão e atualização do conhecimento prévio
Para compreender o que se está lendo é preciso ter conhecimentos sobre o assunto. Mas algumas coisas podem ser feitas para ajudar as crianças a utilizar o conhecimento prévio que têm sobre o assunto, como dar alguma explicação geral sobre o que será lido; ajudar os alunos a prestar atenção a determinados aspectos do texto, que podem ativar seu conhecimento prévio ou apresentar um tema que não conheciam.
Estabelecimento de previsões sobre o texto 
É importante ajudar as crianças a utilizar simultaneamente diversos indicadores: como títulos, ilustrações, o que se pode conhecer sobre o autor, cenário, personagem, ilustrações, etc. para a compreensão do texto como um todo.
Formulação de perguntas sobre ele 
Requerer perguntas sobre o texto é uma estratégia que pode ser utilizada para  ajudar na compreensão de narrações ensinando as crianças para as quais elas são lidas a centrar sua atenção nas questões fundamentais.
Capítulo 6 - Construindo a compreensão... Durante a leitura

Para a compreensão do texto uma das capacidades envolvidas é a elaboração de um resumo, que reproduz o significado global de forma sucinta. 

Para isso, deve-se ter a competência de diferenciar o que constitui o essencial do texto e o que pode ser considerado como secundário.
O professor pode utilizar em sala de aula a estratégia da  leitura compartilhada, onde o leitor vai assumindo progressivamente a responsabilidade e o controle do seu processo é uma forma eficaz para que os alunos compreendam as estratégias apontadas, bem como, a leitura independente, onde podem utilizar as estratégias que estão aprendendo. 
Não estou entendendo, o que eu faço? Os erros e as lacunas de compreensão

Para ler eficazmente, precisamos saber quais as nossas dificuldades. Podem ser: a compreensão de palavras, frases, nas relações que se estabelecem entre as frases e no texto em seus aspectos mais globais.

Para isso devemos ter estratégias como o uso do dicionário ou a continuação da leitura que pode sanar alguma dúvida.
Capítulo 7- Depois da leitura: continuar compreendendo e aprendendo...

A compreensão do texto resulta da combinação entre os objetivos de leitura que guiam o leitor, entre os seus conhecimentos prévios e a informação que o autor queria transmitir mediante seus escritos.

Para que os alunos compreendam a idéia principal do texto, o professor pode explicar aos alunos o que consiste a “idéia principal”, recordar porque vão ler concretamente o texto - função real, ressaltar o tema, à medida que vão lendo informar aos alunos o que é considerado mais importante, para que, finalmente concluam se a idéia principal é um produto de uma elaboração pessoal.
O resumo
Utilizar essa estratégia pode ser uma boa escolha para estabelecer o tema de um texto, para gerar ou identificar sua idéia principal e seus detalhes secundários.

É importante, também, que os alunos aprendam porque precisam resumir, e como fazê-lo, assistindo resumos efetuados pelo seu professor, resumindo conjuntamente, passando a utilizar essa estratégia de forma autônoma 

COOPER (1990), afirma que para ensinar a resumir parágrafos de texto é importante que o professor:
  1. ensine a encontrar o tema do parágrafo e a identificar a informação trivial para deixá-la de lado.
  2. ensine a deixar de lado a informação repetida.
  3. ensine a determinar como se agrupam as idéias no parágrafo para encontrar formas de englobá-las.
  4. ensine a identificar uma frase-resumo do parágrafo ou a elaborá-la.
Capítulo 8- O ensino e a avaliação da leitura
Considerando o que foi visto até agora em relação aos processos de leitura e compreensão é interessante ressaltar que:
  1. Aprender a ler significa aprender a ser ativo ante a leitura, ter objetivos para ela, se auto-interrogar sobre o conteúdo e sobre a própria compreensão.
  2. Aprender a ler significa também aprender a encontrar sentido e interesse na leitura.
  3. Aprender a ler compreensivamente é uma condição necessária par poder aprender a partir dos textos escritos.
  4. Aprender a ler requer que se ensine a ler, e isso é um papel do professor.
  5. Ensinar a ler é uma questão de compartilhar. Compartilhar objetivos, compartilhar tarefas, compartilhar os significados construídos em torno deles.
  6. Ensinar a ler exige a observação dos alunos e da própria intervenção, como requisitos para estabelecer situações didáticas diferenciadas capazes de se adaptar à diversidade inevitável da sala de aula.
  7. É função do professor promover atividades significativas de leitura, bem como refletir, planejar e avaliar a própria prática em torna da leitura.
Para finalizar esse livro se faz necessário ressaltar que as mudanças na escola acontecem quando são feitas em equipe. Reestruturar o ensino da leitura deve passar por isso: uma construção coletiva e significativa para os alunos, e também para os professores.

Fonte: <http://www.professorefetivo.com.br/resumos/Estrategias-de-Leitura.html> Acesso em: 2 Jul 2015.

Retirado: http://simboraestudar.blogspot.com.br/2015/07/resumo-estrategias-de-leitura-sole.html  acesso em 18 dez 2015

domingo, 6 de dezembro de 2015

Simulado: Os Sete Saberes para a Educação do Futuro ( 8 questões de concursos)

Simulado: Os sete Saberes Necessários à Educação do Futuro - MORIN, Edgar (2000)


01. (VUNESP/2013) Segundo Morin, o “ocaso do século XX deixou como herança contracorrentes regeneradoras”. Dentre elas, a contracorrente  _______________, que se manifesta de duas maneiras opostas: uma, pela busca da intensidade vivida; outra, pela busca da frugalidade e da temperança.
Assinale a alternativa que, de acordo com esse autor, preenche corretamente a lacuna do texto.

(A) de resistência à vida prosaica

(B) qualitativa

(C) de emancipação

(D) ecológica

(E) de resistência à primazia do consumo padronizado

02. (VUNESP/2013) Ao discutir a questão da consciência terrena, Morin faz menção à consciência espiritual da condição humana, que decorre do(a)

(A) exercício complexo do pensamento e que nos permite, ao mesmo tempo, criticar-­nos mutuamente, autocriticar-­nos e compreender-­nos mutuamente.

(B) reconhecimento da unidade na diversidade, segundo o qual, ainda que as pessoas sejam fisicamente diferentes, em essência, são iguais.

(C) união consubstancial com a biosfera, a fim de que seja possível habitar, com todos os seres mortais, a mesma esfera viva (biosfera).

(D) aceitação de uma realidade que transcende a natureza física das coisas, realidade metafísica que, para alguns, diz respeito a um ser ou princípio divino.

(E) responsabilidade e da solidariedade para com os filhos da Terra, ou seja, plantas, animais e quaisquer outras formas de vida terrena.

03. (VUNESP/2013) Ao tecer algumas considerações acerca das cegueiras do conhecimento, Morin afirma que a

(A) racionalidade é uma qualidade da qual a civilização ocidental tem o monopólio.

(B) racionalização, além de ser aberta, é a melhor proteção contra o erro e a ilusão.

(C) verdadeira racionalidade deve restringir-se ao caráter lógico da organização teórica.

(D) racionalização e a racionalidade são, na verdade, o mesmo fenômeno ou processo.

(E) racionalidade é o fruto do debate argumentado das ideias, e não a propriedade de um sistema de ideias.

04. (VUNESP/2013) A contracorrentes de resistência à vida prosaica puramente utilitária é uma das contracorrentes regeneradoras deixadas como herança pelo ocaso do século XX.
Segundo Morin, essa contracorrente

(A) caracteriza-se pelo acúmulo desenfreado de bens materiais, sob a ilusão de que a felicidade está na posse.

(B) possibilita ao homem apegar-se à qualidade em todos os campos, a começar pela qualidade de vida.

(C) opõe-se ao “reino do lucro”, conduzindo a humanidade à valorização das relações humanas e solidárias.

(D) é marcada pela preocupação ecológica, sobretudo diante do aumento das degradações e catástrofes naturais.

(E) manifesta-se pela busca da vida poética, dedicada ao amor, à admiração, à paixão, à festa.

05. (VUNESP/2013) Morin afirma que é “preciso aprender a enfrentar a incerteza, já que vivemos em uma época de mudanças, em que os valores são ambivalentes, em que tudo é ligado”. O autor afirma que “a educação do futuro deve voltar-se para as incertezas ligadas ao conhecimento”. Ao discutir essa questão, ele faz menção a um princípio de incerteza cérebro-mental, que

(A) decorre do processo de tradução/reconstrução próprio a todo conhecimento.

(B) advém da falta de autocrítica no processo de racionalidade.

(C) emana da impossibilidade humana de se atingir uma consciência integral.

(D) diz respeito a deficiências neurológicas que prejudicam a cognição.

(E) procede de lacunas no desenvolvimento da competência lógico-matemática.

06. (VUNESP/2013) De acordo com Morin, o “ocaso do século XX deixou como herança contracorrentes regeneradoras”. Dentre elas, a contracorrente _________________, que, em relação à invasão
do quantitativo e da uniformização generalizada, se apega à qualidade em todos os campos, a começar pela qualidade de vida.

Assinale a alternativa que, de acordo com esse autor, preenche corretamente a lacuna do texto.

(A) consumista

(B) de emancipação

(C) ecológica

(D) de resistência à vida prosaica

(E) qualitativa

07. (VUNESP/2013) Ao tecer algumas considerações acerca da relação entre indivíduo e sociedade, Morin afirma que o(a)

(A) democracia não pode existir onde há diversidade e antagonismos, já que tem por finalidade o bem comum.

(B) totalitarismo comporta a autolimitação do poder do Estado pela separação dos poderes e a garantia dos
direitos individuais.

(C) democracia é um regime político em que não há controle da máquina do poder pelos controlados, os cidadãos.

(D) totalitarismo possibilita que os indivíduos e a sociedade ajudem-se, desenvolvam-se e regulem-se mutuamente.

(E) democracia é mais do que um regime político, é a regeneração contínua de uma cadeia complexa e retroativa.

08. (VUNESP/2014) Edgar Morin, um dos grandes sociólogos do século XX, mostra em seus trabalhos uma forma transgressora de perceber a realidade. Ele apresenta um novo paradigma epistemológico, caracterizado pela  complexidade.  Em sua  obra  Os  sete  saberes  necessários  à  educação do futuro, Morin afirma que a “ética da compreensão”

(A) pede  que  se  compreenda  a  incompreensão. Compreender o fanático que é incapaz de nos compreender é compreender as raízes, as formas e as manifestações do fanatismo humano. É compreender por que e como se odeia ou se despreza.

(B)  é a arte de viver que nos demanda compreender de modo desinteressado, e isso exige grande esforço,
paciência e disponibilidade  para  esperar,  porque é preciso aguardar que, assim como nós, o outro compreenda as raízes do problema.

(C) propõe  que  se  aceite  o  outro  incondicionalmente, sem que sejam necessárias argumentações, que se perdoe em vez de excomungar e anatematizar. Não se  pode  encerrar  na  noção  de  traidor  aquele que deve ser visto a partir do amor.

(D) desculpa, não acusa, pede que se evite a condenação irremediável, afinal nós mesmos já tivemos momentos de fraqueza e já cometemos muitos erros. Se compreendermos  em  vez  de  condenar, estaremos no caminho da humanização das relações humanas.

(E) envolve um processo psicológico que pode indicar a capacidade de aceitação do comportamento do outro. É uma das habilidades do domínio cognitivo que solicita a interpretação do contexto em que o referido comportamento ocorreu.

GABARITO

01 - E
02 - A
03 - E
04 - E
05 - A
06 - E
07 - E
08 - A

fonte: http://simboraestudar.blogspot.com.br/2013/09/simulado-livro-os-sete-saberes.html

Aqui tem o resumo desse livro, talvez queira dar uma olhadinha Clicando Aqui

Papai Noel para montar



quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Textos para reunião de pais



FILHOS SÃO COMO NAVIOS
Ao olharmos um navio no porto, imaginamos que ele esteja em seu lugar mais seguro, protegido por uma forte âncora. Mal sabemos que ali está em preparação, abastecimento e provisão para se lançar ao mar, destino para o qual foi criado, indo ao encontro das próprias aventuras e riscos. Dependendo do que a força da natureza reserva para ele, poderá ter de desviar da rota, traçar outros caminhos ou procurar outros portos.Certamente retornará fortalecido pelo aprendizado adquirido, mais enriquecido pelas diferentes culturas percorridas.E haverá muita gente no porto, feliz à sua espera.Assim são os FILHOS.Estes têm nos PAIS o seu porto seguro até que se tornem independentes.Por mais segurança, sentimentos de preservação e de manutenção que possam sentir junto dos seus pais, eles nasceram para singrar os mares da vida, correr os próprios riscos e viver as próprias aventuras.Certos de que levarão os exemplos dos pais, o que eles aprenderam e os conhecimentos da escola – mas a principal provisão, além da material, estará no interior de cada um:A CAPACIDADE DE SER FELIZ.Sabemos, no entanto, que não existe felicidade pronta, algo que se guarda num esconderijo para ser doada, transmitida a alguém.O lugar mais seguro em que o navio pode estar é o porto. Mas ele não foi feito para permanecer ali.Os pais também pensam ser o porto seguro dos filhos, mas não podem se esquecer do dever de prepará-los para navegar mar adentro e encontrar o próprio lugar, onde se sintam seguros, certos de que deverão ser, em outro tempo, esse porto para outros seres.Ninguém pode traçar o destino dos filhos, mas deve estar consciente de que, na bagagem, eles devem levar VALORES herdados, como HUMILDADE, HUMANIDADE, HONESTIDADE, DISCIPLINA, GRATIDÃO E GENEROSIDADE.Filhos nascem dos pais, mas devem se tornar CIDADÃOS DO MUNDO. Os pais podem querer o sorriso dos filhos, mas não podem sorrir por eles. Podem desejar e contribuir para a felicidade dos filhos, mas não podem ser felizes por eles.A FELICIDADE CONSISTE EM TER UM IDEAL E NA CERTEZA DE ESTAR DANDO PASSOS FIRMES NO CAMINHO DA BUSCA.Os pais não devem seguir os passos dos filhos. e nem devem estes descansar no que os pais conquistaram.Devem os filhos seguir de onde os pais chegaram, de seu porto, e, como os navios, partir para as próprias conquistas e aventuras.Mas, para isso, precisam ser preparados e amados, na certeza de que “QUEM AMA EDUCA”.“COMO É DIFÍCIL SOLTAR AS AMARRAS”
(Içami Tiba)

PAI E MÃE...
- Chore com seus filhos e abrace-os.
Isso é mais importante do que dar-lhes fortunas ou fazer-lhes montanhas de críticas.

- Não forme heróis, mas seres humanos que conheçam seus limites e sua força.

- Faça de cada lágrima uma oportunidade de crescimento.

- Estimule seu filho a ter metas.

- Lembre-se: conversar é falar sobre o mundo que nos cerca.

- Dialogar é falar sobre o mundo que somos.

- Abraçar, beijar, falar espontaneamente.

- Contar histórias.

- Semear ideias.

- Dizer não sem medo.

- Não ceder a chantagem.

- Para educar é necessário paciência.

 

Augusto Cury

A função educativa dos pais
Educar um filho não é simplesmente se fixar na área afetiva; é também iniciá-lo à vida, ajudá-lo a se adaptar para exigências da vida prática e lhe permitir desenvolver sua vida social. É transmitir-lhe um nome, uma linhagem, uma herança cultural e educativa: condutas, referências, ideias, um sistema de valores.
       É também favorecer suas experiências, estimulá-lo na curiosidade de conhecer e de agir, desenvolver seu senso crítico e ajudá-lo em suas responsabilidade; ajudá-lo a ter respeito por si mesmo e pelos outros, aprendendo a dominar sua agressividade espontânea, sempre podendo se defender e lutar contra as dificuldades da existência.

       Para isso, nada melhor que o exemplo de seus pais, de seus avós e das outras pessoas que o cercam.

       Os pais transmitem aos filhos tudo o que sabem, o que aprenderam de seus pais e o que eles mais consideram, depois, deixam que, crescendo, encontrem seus próprios centros de interesse e seus próprios valores.Pode-se dizer que os pais tiveram êxito na educação do filho quando conseguiram ensiná-lo a viver sem eles. Não é bom que os pais fiquem centrados demais na educação dos filhos, aspirando fabricar jovens perfeitos. É sufocante tanto para os filhos quanto para os próprios pais.

Satisfazendo suas aspirações pessoais, os pais incitam os filhos a satisfazer as suas. isso é dar exemplo do prazer de viver!

       Outro elemento importante é a relação pais-filhos que se estabelece pela comunicação, seja verbal ou não.

       Lembremos que o diálogo é o instrumento privilegiado. Crises e incompreensões sempre se atam em torno do não dito e dos equívocos.

       Outro ponto essencial é o acordo dos pais sobre os princípios educativos básicos, quer vivam junto ou não. Muitas divergências, ideológicas ou morais, deixam o jovem dividido, pois ele não pode deixar de tomar partido. A condenação ou desvalorização de um dos pais provoca uma ruptura da identificação, um sentimento de culpabilidade  de angústia que levam o jovem a regredir ou a bloquear seu desenvolvimento. mas se um contestar as decisões do outro, o jovem passará pela experiência das diferenças de ideias, de posições e da distinção entre as funções de cada um, o que é muito estruturador.

       Assim como faz com a autoridade, o jovem também testa essa aliança, e põe à prova educativa de seus pais e, às vezes, faz da discórdia uma prova de solidez psíquica de todos. Muitas vezes também o jovem é tentado a criar uma coalizão com um dos pais contra o outro. Isso é inconsciente a ambivalente. Ele procura essa aliança e a teme ao mesmo tempo, pois se ele se concretiza, é muito angustiante. Pode acontecer de os pais discutirem e brigarem, o que é pior. O importante, nesses casos, é esse verdadeiro, dizer com suas palavras o que se sente, pois é de nossa franqueza que o jovem tem mais necessidade.

 

Calire Garbar e Francis Theodore - Família Mosaico

 

 

       Educando os filhos para a vida, deles.
Seria muito bom se a autonomia dos filhos um processo natural e acontecesse com o passar do tempo. Mas sabemos que depende de educação, potência e coragem dos pais.
       A cada fase do desenvolvimento a criança adquire uma habilidade até que domina várias. Cabe a família estimular o processo que ocorre por meio de acertos e erros. Isto vale para tirar a fralda, andar, comer, guardar os brinquedos, realizar deveres escolares, tomar sozinho, etc. Cada etapa vencida nutre a autoconfiança, o que vemos por exemplo quando a criança de 2 anos tenta se vestir, e aos 3 anos quase nem precisa de ajuda, aí os pais devem comemorar estes feitos e não abandonar a supervisão. Dormir é outro desafio, já que à noite os temores aparecem e a maioria pede a companhia dos pais ou logo pulam para camas deles, aí vale estabelecer rotinas afetivas, combinar o número de estorinhas a serem contadas, o importante é que se acostumem a dormir sozinhos, o que fará que na adolescência ela tenha condições de regular o repouso.

       A autonomia é um processo que se constrói gradualmente e muitas vezes os pais não tem consciência disso, já que a falta de autonomia repercute na adolescência onde afloram os problemas e não está relacionado ao fato de termos feito as lições por eles, protegido demais, como quando a criança não quer acordar cedo e a mãe o veste e só o acorda perto da escola para que dormisse um pouco mais.

       Tais fatos impedem o crescimento autônomo e sorrateiramente enviam a mensagem que ele pode fazer o que quer. Assim temos crianças chatas, birrentas e dependentes. A educação voltada para a autonomia não significa liberdade geral, liberdade também se aprende. A noção de limite é necessária tanto quanto o afeto. Pois se a criança associar que amara é ouvir o sim o tempo todo, reproduzirá  este padrão no futuro reagindo negativamente a qualquer “não” recebido e não vai adquirir a flexibilidade necessária para negociações. Assim sua capacidade de tomar decisões acertadas será afetada, o que dificultará por exemplo: que faça uma dieta ou recuse  drogas, já que nunca experimentou frustrações na infância, nem aceitou negativas a seus pedidos.

       Para fraseando a autora Aratangy “a ilusão de que o filho é nosso se desfaz a cada dia e na adolescência, acaba de vez. Portanto é melhor educá-los para a vida”. A deles.

 

Colaboração: Maria Gladys Ricardi Vera – Psicóloga